Não bastassem os erros alheios…
Não bastassem os erros alheios…
Título: Não bastassem os erros alheios…
Autor: Marcus Vinícius Xavier de Oliveira
páginas: 56
Sinopse:
O poeta aqui tem ponto de vista muito próprio, que consiste nas imensidões amazônicas e no curso constante de um rio pré-histórico, rio de três margens qual o de Rosa, e dialoga a partir da Academia, seu locus, com o insano de uma sociedade que é restolho dos estertores do capitalismo. Como quem, num grupo privado, comenta o filme constante do aquário Instagram aberto, em que as pessoas nadam achando-se peixinhos dourados, sem dar conta que o rio da vida é caudaloso, barrento e cheio de vida. Da vida real, aliás, o homem contemporâneo logrou se blindar, razão maior de sua crônica depressão. Não perde a chance de postar o pão de cada dia, que ganhou com o suor de seu rosto, mas que agora é gourmet, supondo que passe bem enquanto relega ao outro o pão que o diabo amassou. Vaidade, tudo vaidade, diria o velho Salomão, lamentando os erros alheios, mas nada, absolutamente nada, podendo fazer. Ou o cínico Diógenes, desde sua cuba, de onde gerou-se toda uma legião de ironistas da melhor cepa, o Brás Cubas, de Machado, o Chavo Del Ocho, de Bolaño Chespirito, e até o Shakespeare primevo, pai de ambos. Das coisas que vão entre este céu e esta terra, da qual nossa filosofia nem sonha alcançar, mas que são a Criação mesma, o deus mesmo, spinoziano, niilista, simples, cínico a rir do grande nada, do grande erro, e falando na linguagem mais simples, até chula. Em síntese, verdadeira.
Manoel Herzog
Advogado e romancista brasileiro
R$0.00
Fora de estoque












Avaliações
Não há avaliações ainda.